Terceirização no Brasil cresce e se mostra opção para redução de custos

Atualizado: 9 de Mar de 2020

Empresas podem se beneficiar com estratégia, tanto para economizar quanto

para manter seus esforços dentro do foco de atuação.


O crescimento das contratações de serviços terceirizados no Brasil já é uma

realidade: dados de julho de 2018, coletados e analisados pelo IBGE, apontam que

22% dos trabalhadores brasileiros que atuam no mercado formal se enquadram como

terceirizados, com tendência de aumento constante desse índice, conforme

especialistas em Recursos Humanos.


Diante desse fato, corroborado pela nossa realidade jurídica que tende a

flexibilizar a contratação de trabalhadores terceirizados, paira a reflexão: terceirizar

ajuda a empresa a economizar – palavra de ordem em um momento de crise?




Redução de custos: questão de adequação Postulam os gurus da Administração e Finanças que não se deve encarar

enfrentamentos de crises como “sobrevivência”, mas sim como momentos de

aprendizado e adequação às novas configurações de mercado. Nesse sentido, reduzir

custos é a palavra de ordem e a terceirização desponta como uma estratégia bastante

eficiente nesse sentido.

Segundo Dijalma dos Santos, diretor da DBios, empresa de tecnologia que

presta serviços de terceirização em suporte de TI, trata-se de uma estratégia valiosa

para o empresário que deseja otimizar seus processos e, principalmente, economizar.

“A terceirização traz uma melhora significativa nos serviços, pois a empresa

prestadora é especialista no segmento, além de custar muito mais barato do que uma

contratação direta de profissionais”, explica.

Além disso, uma empresa que terceiriza certos tipos de atividades tem a

possibilidade de estabelecer como foco de ação seu core business, ou seja, a


atividade que lhe é essencial e que traz maior lucratividade. “Setores de atividades

acessórias, porém estratégicas – como call centers – podem ter seus profissionais

terceirizados, permitindo que os gestores se preocupem com as estratégias que são o

carro-chefe da empresa”, pontua Dijalma.


Terceirizar é também reduzir preocupações


Férias, licenças e faltas são questões que trazem preocupações constantes

para qualquer gestor, que precisa cobrir tais ausências de forma a não comprometer o

desempenho da empresa. Nesse sentido, terceirizar certas atividades abona o

empresário dessas preocupações, uma vez que a empresa contratada cuida dessas

questões e garante que não haja “buracos” na escala.

Com isso, faz-se possível também diminuir a estrutura de recursos humanos da

organização, enxugando setores e garantindo a contenção de custos. Ou, no mínimo,

permite estruturar um RH orientado para busca, seleção e contratação de profissionais

que atuam dentro do escopo principal da empresa com maior acuidade e eficiência.


Tecnologia para quem entende


Setores tecnológicos das empresas são alguns dos casos em que melhor se

concebe uma estratégia de terceirização, principalmente porque mesmo quando são

atividades acessórias e de suporte de uma dada organização, possuem caráter para o

bom andamento dos processos, além de prover agilidade e confiabilidade.

Além do já citado call center, outros setores ligados à tecnologia são passíveis

de terceirização, como gestão de dados e de TI. O Gerente de TI da DBios, Henrique

Ferrarese, levanta a questão do alto nível de especialização necessário para tais

atividades. “Os profissionais da DBios, por exemplo, possuem conhecimento de ponta

e garantem uma entrega de altíssima qualidade para os contratantes, algo que tal

empresa dificilmente teria se implementasse sozinha essas soluções”, completa.

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